quinta-feira, 26 de abril de 2007

Passado algum tempo e sinto saudades de alguns companheiros de viagem...
Me aproximei do MST convidada a participar de uma pesquisa junto a eles e a partir desse encontro surgia minha paixão por suas lutas e resistências cotidianas. Ouvindo uma colega falar sobre esse encontro acredito que tenha conseguido traduzir em palavras como eu havia me sentido nesse primeiro momento: "Me assustei com aquela força que eu não estou acostumada no meu dia-a-dia... talvez a palavra exata não seja assustada, mas não sei..."
Acredito que no meu caso a palavra seja assustada realmente (e não confundir meu susto com medo), pois muitas verdades que foram produzidas acerca do Movimento e que eu consumia acabaram sendo destruídas neste encontro, toda uma imagem que me era passada fiz questão de esquecer e a potência que vi reunida alí naquele coletivo era de uma força que eu nunca havia experimentado anteriormente.
Aquela força se transformou no inesquecível e alimentou para sempre o meu devir artista. O MST virou uma estrela companheira a serviço da vontade que sempre tenho de me encantar com a poética transformadora e transparente no mundo.

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